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Márcio Santos

Márcio Santos

Tudo sobre meteorologia, regional, nacional e internacional, na maior comunidade de meteorologia amadora de Portugal.

Trovoadas e aguaceiros mais generalizados a partir de 3ª feira

A DANA (depressão isolada na alta atmosfera) continua de momento a atingir fortemente Espanha, agora com maior violência no centro do país, onde se voltaram a registar cheias significativas em especial da Comunidade Autónoma de Madrid, em Arganda del Rey, que se vê fortemente inundada pelo segundo mês consecutivo, em Portugal, tal como se esperava os seus efeitos estão a ser muito menores, com aguaceiros dispersos e algumas trovoadas pontuais, fundamentais para o controlo de alguns focos de incêndio que lavraram no país neste fim-de semana.

Nova bolsa de ar frio, vinda do Atântico, mais instabilidade

Como podem apreciar na imagem abaixo, teremos posicionada frente às nossas costa, uma depressão, trazendo com sigo ar mais fresco e húmido do Atlântico, a norte o anticiclone, com ar mais quente e seco no interior da península, esta configuração gera um choque de massas de ar, que irá trazer mais instabilidade.

Instabilidade generalizada no Norte e Centro, em especial na 3ª feira (17 de setembro), segundo o modelo ECMWF:

Trovoadas:

Precipitação:

De um modo geral, durante boa parte da semana, haverá sempre probabilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoadas, dispersos, de difícil previsão, alterações na posição final de depressão e respectiva bolsa de ar frio, alteram completamente as previsões.

 

Trovoadas fortes, granizo, fenómenos extremos de vento e possíveis inundações.

Há já vários dias que o Meteo Trás-os-Montes tem vindo a informar através das redes sociais que amanhã, segunda-feira, 8 de Julho, teremos uma situação pontencialmente severa em especial nos distritos de Vila Real e Bragança, interior de Viana do Castelo, Braga e Porto e norte de Viseu e Guarda.

Porquê esta situação? Neste momento, em frente às costas atlânticas portuguesas, temos uma "bolsa de ar frio" em altura, que irá amanhã deslocar-se para o interior da península, onde irá interagir com ar mais quente à superfície e assim revoltar muito a atmosfera em especial no leste e norte da península, onde se incluiu o norte de Portugal.

Os mapas de densidade de raios disponibilizados pela AEMET para amanhã continuam a indicar um índice muito elevado de atividade elétrica em especial em Trás-os-Montes. 

Amanhã notaremos como a partir da hora do almoço, as nuvens de evolução irão crescendo em toda região norte e interior centro, irão registar-se trovoadas,  intensificando-se a partir do meio da tarde, serão irregularmente repartidas, acompanhadas de granizo, aguaceiros intensos concentrados em poucos instantes e fortes rajadas de vento, não se descartando fenómenos extremos como downbrusts.

Downburst é um vento de grande intensidade e junto ao solo que, a partir de determinado ponto, sopra de forma radial; isto é, em linha reta em todas as direções a partir do ponto de contacto com o terreno. Este fenómeno produz frequentemente ventos de grande perigosidade e pode ser confundido com um tornado. 

A AEMET já emitiu os primeiros avisos para as regiões vizinhas de Zamora e deverá alargá-los a mais regiões nas próximas horas, o IPMA para já não tem qualquer aviso emitido.

Previsão oficial IPMA:

RESUMO:
Períodos de céu muito nublado. Aguaceiros e condições
favoráveis à ocorrência de trovoada no interior das
regiões Norte e Centro a partir da tarde.

Períodos de céu muito nublado, tornando-se pouco nublado ou limpo
na região Sul a partir do final da tarde.
Possibilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca no litoral
oeste a sul do Cabo Mondego até final da manhã.
Aguaceiros e condições favoráveis à ocorrência de trovoada no
interior das regiões Norte e Centro a partir da tarde.
Vento fraco a moderado (até 30 km/h) do quadrante oeste, soprando
por vezes forte (até 40 km/h) nas terras altas da região Sul
a partir da tarde.
Neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais.
Pequena descida da temperatura máxima nas regiões do interior.

Solicitamos que estejam atentos às previsões oficiais do IPMA e respetivos avisos, assim como aos potenciais alertas da Proteção Civil ou eventuais ocorrências.

Volta a instabilidade à atmosfera, possíveis trovoadas em especial na quinta-feira.

Depois de vários dias de muita bonança meteorológica, com muito sol e temperaturas muito agradáveis, Julho promete trazer consigo um elemento típico de Maio e Junho que este ano esteve ausente, as trovoadas.

Já amanhã se poderão registar algumas trovoadas pontuais e isoladas na nossa região, mas será em especial na quinta-feira (04.07.2019) que teremos uma situação de trovoadas mais generalizadas em Trás-os-Montes e previsivelmente ao interior montanhoso do Minho e alguns pontos da Beira Transmontana.

Mapas do modelo europeu ECMWF pelo Windy:

Probabilidade de trovoadas:

Previsão ECMWF:

O IPMA também prevê uma situação de trovoadas para este dia:

Céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade no litoral Norte e Centro e na região Sul até início da tarde, podendo essa nebulosidade persistir em alguns locais do litoral a norte do Cabo Raso durante o dia.
Possibilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca no litoral a sul do Cabo Carvoeiro até início da tarde.
Durante a tarde, aumento temporário de nebulosidade em alguns locais do interior da região Norte com possibilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoada.
Vento fraco a moderado (até 25 km/h) do quadrante oeste, sendo do quadrante sul até meio da tarde.
Neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais.
Pequena descida da temperatura máxima, em especial no interior.

Atualizado a 2 de julho de 2019 às 11:31 UTC

A seca agravou-se em todo o país em maio

Depois das chuvas que caíram em abril terem amenizado a situação de seca em Portugal, o mês de maio voltou a agravar a situação.

Maio foi o 7.º mês mais quente desde 1931 e o 4.º desde 2000, com temperaturas mais de dois graus Celsius (C) acima da média e uma onda de calor, adiantou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), referindo que a baixa precipitação agravou a seca. O IPMA classificou o mês passado como “muito quente” e “extremamente seco”.

De acordo com o resumo climatológico para o mês de Maio de 2019, publicado pelo IPMA, o “valor médio da temperatura média do ar, 18,11º C, foi superior ao normal com um desvio de +2,38º C. O valor médio da temperatura máxima do ar, 25,09º C foi muito superior ao valor normal +4,13º C, sendo o 2.º valor mais alto desde 1931 (mais alto em 2015)”.

Os valores de temperatura do ar foram quase sempre superiores ao valor normal entre 1971-2000” e entre 11 e 15 de Maio registou-se um “período excepcionalmente quente, com valores médios da temperatura do ar superiores a 30º C entre os dias 12 e 14, representando um desvio em relação aos valores padrão superior a 10º C.

Entre 21 e 31 de Maio os "valores de temperatura máxima também estiveram sempre acima do normal “sendo de salientar os últimos três dias do mês em que o valor médio da temperatura máxima do ar, em Portugal continental, foi novamente superior a 30º C”.

Em termos de precipitação, choveu apenas 19% do valor normal para maio. “O valor médio da quantidade de precipitação em Maio, 13,3 mm, corresponde a apenas 19 % do valor normal mensal. Foi o 6.º mês de Maio mais seco desde 1931 (mais seco em 1991) e o 3.º mais seco desde 2000, depois de 2006 e 2003. No final do mês verificou-se, em relação ao final de Abril, uma diminuição significativa dos valores de percentagem de água no solo em todo o território, sendo de destacar as regiões do interior Norte e Centro, a região de Vale do Tejo, o Alentejo e o Algarve com valores inferiores a 20%.

Segundo o IPMA, “verificou-se no final de Maio um aumento da área em seca meteorológica e da sua intensidade, sendo de realçar a região Sul nas classes de seca severa a extrema”. “Assim, no final de Maio, a distribuição percentual do índice de seca no território é a seguinte: 2,5 % na classe de seca extrema, 27,9 % na classe de seca severa, 22,4 % na classe de seca moderada, 46,1 % na classe de seca fraca e 1,8 % na classe normal”, precisa o instituto.

 

Maio segue sem grandes sobressaltos meteorológicos em Portugal, tudo parece indicar que o mês terminará sem as típicas trovoadas.

Depois de alguns dias de temperaturas bem abaixo da média para o período, os modelos colocam-se acordo na chegada de um período largo de estabilidade meteorológica a Portugal, ou seja muito provavelmente não veremos chover no que resta de mês, maio não trouxe consigo as típicas trovoadas vespertinas, o que choveu nos últimos dias ficou muito aquém do modelado pelos mapas na semana passada.

Nos próximos dias notaremos como as temperaturas irão paulatinamente subindo, em especial as máximas, sentiremos calor a partir de quarta-feira em boa parte do país, mas as temperaturas poderão subir ainda mais no próximo fim de semana, com os termómetros a atingirem valores bem acima dos 30ºC no interior sul, vale do Tejo, Douro e Tua, na próxima semana e se os mapas de confirmarem, poderemos registar novamente valores acima dos 35ºC em muitos pontos do Alentejo.

Seguiremos atualizando toda a informação nos próximos dias.

Obrigado pela preferência.

Martes, 14 Mayo 2019 00:41

O frio voltará num piscar de olhos

A primavera em Portugal pauta-se variabilidade meteorológica, temos assistido períodos de instabilidade e temperaturas baixas, com precipitação abundante, intercalados por períodos de temperaturas bem acima da média com muito sol, como foi o caso dos últimos dias e em especial no sul do país, onde as temperaturas subiram bem acima dos 35ºC em especial nos vales do Guadiana, Sado e Tejo, destaque para a estação de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal que atingiu ontem uns impressionantes 37.1ºC (12.05.2019), dado oficial IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera).

A dinâmica atmosférica sofrerá importantes alterações já a partir da próxima quinta-feira, veremos como o se abrirá no Atlântico um corredor de instabilidade entre dois anticiclones, um centrado na Escandinávia e outros na região dos Açores, permitindo a chegada de ar frio à Península Ibérica, deixaremos de estar sob a influência de ar subtropical para uma nova massa de ar marítima, muito mais fria e húmida.

Nas cartas de temperatura a 850hPa torna-se ainda mais clara a pulsação de ar frio que chegará à Península no próximo fim-de-semana, não excluindo o cenário de IS0 0ºC no noroeste penínsular, situação nada habitual já na segunda quizena de maio e a poucos dias do arranque do verão meteorológico, as temperaturas máximas cairão pontualmente entre 10 a 15 graus entre quarta-feira e sexta-feira, sentiremos novamente frio, em especial no interior norte e centro.

Em relação à precipitação, é provável o seu regresso a partir de quinta-feira / sexta-feira, sempre mais provável e intensa nas regiões norte e centro, pontualmente poderá formar-se alguma trovoada.

No longo prazo a tendência é de continuação de tempo variável com temperaturas amenas ou mesmo abaixo da média para a segunda quinzena de maio, pelo menos até dia 27 não se vê a chegada de calor significativo à região, trata-se obviamente de uma previsão a prazo que terá de ser confirmada e acompanhada nos próximos dias.

Seca em Portugal

De acordo com índice meteorológico de seca (PDSI) elaborado pelo IPMA, a 30 de abril verificou-se uma diminuição da área em seca meteorológica e da sua intensidade, o valor médio da quantidade de precipitação foi superior ao valor normal e corresponde a cerca de 140% do valor medio mensal, foi o 5.º abril mais chuvoso desde 2000.

Também ajudou a mitigar a seca, o facto de as temperaturas terem sido mais baixas que o habitual para o período, segundo o IPMA, o valor médio da temperatura média do ar foi inferior ao normal, sendo o 4.º valor mais baixo desde 2000, o valor médio da temperatura mínima do ar foi inferior ao normal, sendo o 3.º valor mais baixo desde 2000, o valor médio da temperatura máxima do ar foi próximo do valor normal, no entanto também foi um dos valores baixos dos últimos 20 anos. A mesma fonte refere também que o valor médio da temperatura mínima do ar foi inferior ao normal, sendo o 3.º valor mais baixo desde 2000, o valor médio da temperatura máxima do ar foi próximo do valor normal, no entanto também foi um dos valores baixos dos últimos 20 anos.

Grato pela atenção.