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Lunes, 10 Junio 2019 21:53

Portugal enfrenta uma das secas mais intensas dos últimos anos

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A seca agravou-se em todo o país em maio

Depois das chuvas que caíram em abril terem amenizado a situação de seca em Portugal, o mês de maio voltou a agravar a situação.

Maio foi o 7.º mês mais quente desde 1931 e o 4.º desde 2000, com temperaturas mais de dois graus Celsius (C) acima da média e uma onda de calor, adiantou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), referindo que a baixa precipitação agravou a seca. O IPMA classificou o mês passado como “muito quente” e “extremamente seco”.

De acordo com o resumo climatológico para o mês de Maio de 2019, publicado pelo IPMA, o “valor médio da temperatura média do ar, 18,11º C, foi superior ao normal com um desvio de +2,38º C. O valor médio da temperatura máxima do ar, 25,09º C foi muito superior ao valor normal +4,13º C, sendo o 2.º valor mais alto desde 1931 (mais alto em 2015)”.

Os valores de temperatura do ar foram quase sempre superiores ao valor normal entre 1971-2000” e entre 11 e 15 de Maio registou-se um “período excepcionalmente quente, com valores médios da temperatura do ar superiores a 30º C entre os dias 12 e 14, representando um desvio em relação aos valores padrão superior a 10º C.

Entre 21 e 31 de Maio os "valores de temperatura máxima também estiveram sempre acima do normal “sendo de salientar os últimos três dias do mês em que o valor médio da temperatura máxima do ar, em Portugal continental, foi novamente superior a 30º C”.

Em termos de precipitação, choveu apenas 19% do valor normal para maio. “O valor médio da quantidade de precipitação em Maio, 13,3 mm, corresponde a apenas 19 % do valor normal mensal. Foi o 6.º mês de Maio mais seco desde 1931 (mais seco em 1991) e o 3.º mais seco desde 2000, depois de 2006 e 2003. No final do mês verificou-se, em relação ao final de Abril, uma diminuição significativa dos valores de percentagem de água no solo em todo o território, sendo de destacar as regiões do interior Norte e Centro, a região de Vale do Tejo, o Alentejo e o Algarve com valores inferiores a 20%.

Segundo o IPMA, “verificou-se no final de Maio um aumento da área em seca meteorológica e da sua intensidade, sendo de realçar a região Sul nas classes de seca severa a extrema”. “Assim, no final de Maio, a distribuição percentual do índice de seca no território é a seguinte: 2,5 % na classe de seca extrema, 27,9 % na classe de seca severa, 22,4 % na classe de seca moderada, 46,1 % na classe de seca fraca e 1,8 % na classe normal”, precisa o instituto.

 

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Márcio Santos

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